Pastor Moisés Antonio da Silva

Pastor Moisés Antonio da Silva

Moisés Antonio da Silva, natural de Paula Candido-MG, mudou-se para Diadema-SP em 1964, aonde viveu até 1981.
Recebeu os estudos do jovem seminarista Yozabro Bando e Pastor Tossaku Kanada, sendo por este batizado no dia 31.10.1971 na Igreja Central Japonesa de São Paulo-SP
Em 1977 iniciou curso teológico no Unasp-Campus de São Paulo, concluindo em dezembro 1980.
Iniciou em janeiro 1981 o trabalho como obreiro bíblico em conferências públicas em Jaguaré-São Paulo-Sp, Jardim do Estádio-Santo André e depois no Parque Fernanda-São Paulo-SP, sendo o conferencista Pastor Samuel Rodrigues. 
De julho de 1983 até dezembro 1987, trabalhou no Distrito de Apiaí-SP.
Ordenado ao Santo ministério em 04.01.1985 na igreja do Unasp-Campus São Paulo. 
De 1987 a 1989, atuou no distrito de Jardim Santa Margarida-São Paulo.
De 1990 a 1993, no distrito de Oliveira Barros, no Vale do Ribeira, São Paulo.
De 1994 a 1996, no distrito de Jacupiranga-SP.
De 1997 no distrito de Cruzeiro Novo-SP
De 1997 a 2001 atendia a Igreja Central Japonesa de São Paulo-SP.
1998 a  a 2001 – Distrito de Pariquera-Açú-SP
2002 – Distrito de Registro-SP
Dia 11.12.2002 chegou ao Japão para trabalhar pela comunidade brasileira de Kikugawa e Hamamatsu.

 

O Japão é um dos desafios missionários para os cristãos, inclusive os adventistas do sétimo dia que também estão presentes no país oriental. Segundo os últimos dados, no Japão há 115 igrejas adventistas e pelo menos 15 mil membros. A população, com mais de 120 milhões de habitantes, é uma das dez maiores do mundo. E o evangelismo acontece por lá, adaptado à realidade da “terra do sol nascente”, através do esforço de missionários como o do pastor brasileiro Moisés Antônio da Silva, que trabalhou por 22 anos no Brasil, está no Japão desde dezembro de 2002 e que tem experimentado resultados, alguns deles inclusive através do livro missionário Sinais de Esperança, escrito pelo pastor Alejandro Bullón, como o batismo de Walkiria Montezima Monteiro. A Agência Sul-Americana de Notícias (ASN) conversou com o pastor Moisés e conheceu um pouco mais a respeito do seu trabalho:

ASN - Onde e qual é seu trabalho aí no Japão? O senhor cuida de quais e quantas congregações?

Pr. Moisés - Trabalhamos na região Shizuoka-ken, que dista 220 quilômetros de Tóquio para o sul e atendemos a Igreja de Hamamatsu (com 51 membros) na cidade de Hamamatsu e a Igreja de Kakegawa (com 58 membros) na cidade de Kakegawa, mas visitamos e damos estudos para pessoas de moram até 100 quilômetros das igrejas. Em seis anos, foram batizadas 93 pessoas, membros recebidos por transferência foram 108 e transferidos para outras igrejas e retorno para o Brasil foram mais 92 pessoas, portanto tivemos um total de 201 membros no cadastro.

ASN - Como surgiu o chamado para servir aí no outro lado do mundo e quais são os principais desafios?

Pr. Moisés – Surgiu a partir de uma necessidade. É que o Japão precisava iniciar uma evangelização entre a comunidade brasileira e acabamos entrando, pois fomos batizados na Igreja Central Japonesa de São Paulo e por cinco anos trabalhamos como pastor desta igreja. Através de um pastor japonês, que trabalhava na América, ele veio e conversou com a União japonesa sobre a minha pessoa. E então viemos para o Japão com a família em dezembro de 2002. Foi quando iniciamos o trabalho. Primeiramente, foi organizado o grupo de Kikugawa, hoje Kakegawa, logo em seguida o grupo de Hamamatsu, sendo dentro de três anos foram organizadas em Igrejas o grupo de Kakegawa e Hamamatsu.

ASN - De que maneira o livro Sinais de Esperança tem feito a diferença na evangelização por aí?

Pr. Moisés - O livro Sinais de Esperança foi distribuído entre os amigos de fábricas, vizinhos, mas algumas famílias conseguiram abrir os seus lares. Também foram distribuídos alguns em espanhol. E uma pessoa que já tinha estudado a Bíblia e através da leitura do livro Sinais de Esperança, decidiu pelo batismo e já foi batizada, retornou para o Brasil.

ASN - Existe alguns métodos específicos para romper com o secularismo e mesmo com as tradições orientais religiosas que certamente dificultam o crescimento do cristianismo e do adventismo?

Pr. Moisés - A evangelização entre os brasileiros é através da amizade, que é o melhor método. Usamos também o acampamento de verão (no mês de agosto), quando algumas pessoas decidiram pelo batismo. Nesta ocasião é que fazemos os nossos batismos.

Este acampamento é o encontro dos adventistas estrangeiros, já tivemos a presença de sete nações diferentes e houve tradução para o inglês e espanhol. Em outubro, teremos uma série de palestras sobre os princípios adventistas de saúde, por um médico americano em Hamamatsu, e esperamos que venham cerca de 200 pessoas. No mês de maio, temos o congresso jovem ( Encontro de Amigos), procuramos convidar todos os brasileiros adventistas, e interessados e também alguns de fala espanhola (comparecem cerca de 180 pessoas).

Estamos trabalhando para estabelecer uma igreja com prédio próprio nesta região.Estamos fazendo plano junto com a União Japonesa.